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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Aspirina


Aspirina: uma revolução da química

Nomes: Thayrone e Gabriel


A aspirina é uma substância sólida conhecida há mais de 100 anos. Seu nome químico é ácido acetilsalicílico (AAS) e, provavelmente, é o medicamento mais conhecido e mais vendido no mundo. Milhões de pessoas já se utilizaram da aspirina para diminuir dores e baixar a febre. Acontecem que, nos últimos trinta anos, muitas pesquisas foram realizadas com a aspirina, tendo sido encontrados novos usos para esta droga centenária.

A história da aspirina começou há cerca de um século, quando o químico alemão Felix Hoffman pesquisava um medicamento para ser usado no tratamento da artrite, doença de seu pai. O objetivo dele era encontrar uma droga para substituir o salicilato de sódio, medicamento usado naquela época, mas que exigia grandes doses diárias e provocava irritação e fortes dores estomacais nos pacientes. Hoffman conseguiu preparar o ácido acetilsalicílico, que veio depois a ser chamado de aspirina. A nova droga tinha as mesmas propriedades do salicilato de sódio, conseguia melhorar a qualidade de vida dos portadores

de artrite e gerava menos efeitos colaterais. Hoffman trabalhava na Bayer da Alemanha e seus superiores não aceitaram de imediato substituir o salicilato de sódio pela aspirina. Eles achavam inclusive que o novo medicamento não teria futuro.

Mas não foi o que aconteceu. No caso da artrite, a aspirina tornou-se rapidamente o medicamento mais usado no tratamento dessa doença, que ataca as juntas e o tecido conectivo do corpo humano, e se apresenta sob mais de 100 diferentes formas. A aspirina é o medicamento mais barato para combater este mal, inclusive em suas formas mais comuns: a osteoartrite e a artrite reumatóide.

Nos anos 1970, o ientista britânico John Vane observou que alguns tipos de ferimento eram acompanhados da liberação em nosso corpo de substâncias chamadas de prostaglandinas. Ele também percebeu que dois grupos delas provocavam febre e vermelhidão no local do ferimento (sinais de inflamação). Vane e colaboradores descobriram que a aspirina bloqueava a síntese de prostaglandinas, evitando a formação de plaquetas, que depois se transformavam em coágulos de sangue no corpo humano. Esses coágulos eram responsáveis pelo bloqueio do fluxo de sangue para o coração, resultando no ataque cardíaco. Assim, a aspirina evita a formação de coágulos e, portanto, pode impedir o infarto do miocárdio. A descoberta foi sensacional, uma vez que só nos EUA mais de um milhão de pessoas sofrem ataques cardíacos por ano e quase 50% delas acabam morrendo.

Muitos estudos foram realizados com a aspirina nos últimos 30 anos, envolvendo grupos de pessoas que pertenciam a três categorias: pessoas com doenças cardiovasculares ou cerebrovasculares, pessoas em fase aguda de infarto e pessoas sadias. Nessas pesquisas, o uso da aspirina se mostrou de enorme importância na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. Houve uma sensível diminuição no número de mortes e de infartos nos grupos considerados de risco.

Como a aspirina é um anticoagulante, há muitos trabalhos de pesquisa demonstrando que ela reduz o risco de trombose e de derrame cerebral. Como se sabe, a forma mais comum deste último ocorre quando os vasos sangüíneos que irrigam o cérebro com oxigênio e nutrientes são bloqueados por coágulos.

Alguns trabalhos mais recentes tentam comprovar que a aspirina inibe o crescimento de vários tipos de tumores: endometrial, esofágico, gástrico, pulmonar e colorretal. Há também perspectivas do uso de aspirina para prevenção e tratamento de doenças que atacam o cérebro como é o caso do mal de Alzheimer e de outras enfermidades degenerativas.

A FDA (Food and Drug Administration) dos EUA aprovou, em outubro de 1998, novas orientações para o uso da aspirina em pacientes com problemas reumáticos, cardiovasculares e cerebrovasculares. Ela é recomendada, em doses adequadas, para tratamento de homens e mulheres com isquemia cerebral, derrame cerebral, angina, infarto agudo de miocárdio e doenças reumáticas e vasculares em geral.

É importante observar, no entanto, que a aspirina pode gerar efeitos colaterais indesejáveis. Muitas pessoas não toleram a droga mesmo em baixas doses. A aspirina pode provocar dores estomacais, úlceras gástricas, diarréias, náuseas, sangramentos e hemorragias internas. Seu uso não é recomendado para quem possui problemas gástricos, renais ou biliares. Deve-se evitar também o uso indiscriminado, sem a devida prescrição médica.

BIBLIOGRAFIA:

http://quimica-trajano.blogspot.com/2009/07/aspirina-um-velho-medicamento-com-novos.html

http://www.crq4.org.br/default.php?p=texto.php&c=quimica_viva__aspirina

Imagens: http://www.blogodisea.com/moleculas-buenas-malas/ciencia/

Marie Curie

AIQ 2011 - Ano Internacional da Química

Marie Curie

Em resultado da reunião da Assembléia Geral das Nações Unidas (AGNU), que decorreu de 31 de Julho a 6 de Agosto de 2009, em Glasgow, na Escócia-Reino Unido, proclamou-se 2011 como o Ano Internacional da Química, sob o tema “Química - a nossa vida, o nosso futuro”.

O objetivo do Ano Internacional da Química é celebrar as contribuições da química para o bem-estar da humanidade. A química é fundamental para a nossa compreensão do mundo e do cosmos.

Assim, as atividades programadas para 2011 darão ênfase à importância da química para os recursos naturais sustentáveis. Além disso, no ano 2011 comemora-se o 100º aniversário do Prêmio Nobel em Química para Marie Sklodowska Curie, o que, de acordo com os organizadores, motivará uma celebração pela contribuição das mulheres à ciência.

Nasceu na atual capital da Polônia, em Varsóvia, a 7 de Novembro de 1867, altura em que a mesma fazia parte do Império Russo. Com o auxílio financeiro de sua irmã mudou-se já na juventude para Paris.

Licenciou-se em primeiro lugar em Ciências Matemáticas e Física, na Sorbonne. Foi a primeira mulher a lecionar neste prestigiado estabelecimento de ensino.

Casou-se em 1895 com Pierre Curie, professor de Física. Em 1896, Henri Becquerel juntamente com o casal Pierre Curie e Marie Curie estudaram as radiações, por eles descobertas, emitidas pelos sais de urânio.

Juntamente com o seu marido, Marie começou, então, a estudar os materiais que produziam esta radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a característica de emitir mais radiação que o urânio que dela era extraído). Em 1898 deduziram que: haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente que libertava mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro desse ano, Marie Curie anunciava a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.

Através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado Polônio, em homenagem à sua terra Natal, e o outro Rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter em 1902 0,1 g.

Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de Rádio. Nunca patentearam o processo de obtenção desenvolvido. Os termos radioativos e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.

Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, recebeu o Prêmio Nobel da Física, em 1903 "em reconhecimento pelos extraordinários serviços obtidos em suas investigações conjuntas sobre os fenômenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prêmio.

Oito anos depois foi premiada com o Nobel da Química em 1911 em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, pela descoberta dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento. Com uma atitude desinteressada, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

Foi a primeira pessoa a receber dois Prêmios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi Linus Pauling.

No entanto, Marie Curie foi a única pessoa a receber dois prêmios Nobel em áreas científicas. Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que usavam material radioativo sem precauções.

Em 1920, havia um trabalho científico sobre as águas radioativas, realizado pelo grande médico cientista Dr. Celestino Bourrou em Lindóia, no Brasil.A fama dessas águas ultrapassou as fronteiras brasileiras quando em 1928, o Dr. Tozzi recebeu a visita da renomada cientista polonesa, radicada na França, Madame Curie, Prêmio Nobel de Química,

Foi ainda a fundadora do Instituto do Rádio, em Paris, onde se formaram cientistas de importância reconhecida. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. A sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu pela mãe o segundo Prêmio Nobel da Química, em 1935, que lhe Foi atribuído no ano seguinte à sua morte.

O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a Radiatividade clássica.

Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.

A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, que foi amplamente traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem ao argumento de um filme de 1943: "Madame Curie".

O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra do Casal Curie.

Durante o período da hiperinflação nos anos 90, sua efígie foi impressa nas notas de banco de 20000 zloty da sua Polônia natal.

Fontes: http://explicatorium.com/index.php

http://www.wikipedia.com

Química para matar a fome

Química pra matar a fome

Alimentos instantâneos

Letícia Costa Peres e Maria Alice de Paula Vardiero

Alimentos instantâneos são aqueles que ficam prontos em minutos e na maioria das vezes apenas com a adição de água quente. Esses alimentos são mais práticos e rápidos e a sua produção trata-se de ciência. Para ser mais precisa de química.

A desidratação é a retirada da água presente nos alimentos. Graças a esse método, os alimentos conservam-se por longos períodos e podem ser preparados com facilidade.

Os processos de desidratação são muito simples. Podem ser utilizados dois tipos de processos. Um deles é o método clássico, em que os ingredientes são aquecidos e assim, desidratados. O outro método é a liofilização, que consiste em congelar os alimentos.

Os alimentos instantâneos vêm se tornando uma alternativa nos dias atuais: são baratos, fáceis de transportar e ainda mantêm as propriedades nutricionais originais.

A desidratação é um dos métodos mais seguros de preservação dos alimentos. Trata-se apenas de retirar a água. É um processo pouco agressivo que não altera a estrutura dos alimentos, retendo a maior parte do seu conteúdo nutricional. Neste processo, não é necessário acrescentar conservantes, dado que as bactérias e os bolores não se desenvolvem em locais secos.

Sem percebermos, usamos todos os dias inúmeros alimentos que passam por processos semelhantes sem qualquer restrição. O que não falta são exemplos de ingredientes dos quais são retirados a totalidade ou parcialmente a água para ficarem secos e poderem durar mais tempo sem precisarem de conservantes. É o caso do feijão e do grão-de-bico que temos de demolhar antes de cozinhar, do louro ou do orégano para temperar, dos chás de ervas, do queijo, bacalhau, uvas passas, ameixas secas, etc.

A facilidade de manuseio e a praticidade são argumentos mais que convincentes para aqueles que, por falta de tempo ou de vontade de cozinhar, usam alimentos instantâneos.

Bibliografia:

http://chc.cienciahoje.uol.com.br/revista/revista-chc-2002/126/quimica-para-matar-a-fome-em-cinco-minutos/quimica-para-matar-a-fome-em-cinco-minutos-0

http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/liofilizacao-alimentos-desidratados.htm

http://cybercook.terra.com.br/ver_dica_cooknauta.php?coddic=365

http://activa.aeiou.pt/artigo.aspx?contentid=01571854-37CE-4BE1-8193-78B1ACE4E082&channelid=25809BA1-401C-4F38-A873-62283B2B39A3